NISSAN FRONTIER 2.3 SE: QUANDO MENOS É MENOS MESMO


Muitos meses se passaram desde que a Nissan Frontier desembarcou renovada no Brasil até ganhar uma versão de entrada. A nova configuração SE chega por R$ 150.990, preço mais convidativo que os R$ 166.700 da LE, mas abre mão de muitos itens de série. Diferente de outros modelos que ganham versões menos caras e continuam com bons itens de série, o custo-benefício dessa versão não é bom. Nesse caso, menos não é mais, é menos mesmo. Ainda assim, testamos o modelo na nossa pista e contamos se ele vale a compra ou não.


Basta comparar a relação de equipamentos com outras picapes médias para entender o porquê. Pode procurar o quanto quiser, você não vai achar itens considerados básicos mesmo em picapes menores, como tela multimídia sensível ao toque e sensor crepuscular. E, pior ainda, prepare-se para a dor de cabeça na hora de manobrar os 5,25 metros de carroceria porque a versão basicona faz economia até nos sensores e na câmera de ré, que são essenciais para um veículo desse porte. A ausência faz ainda menos sentido quando lembramos que o diferencial do Nissan Kicks (de R$ 95.990) é a câmera 360 graus, que ajudaria muito os motoristas da Frontier. Chevrolet S10 e Ford Ranger já oferecem na casa dos R$ 150 mil versões com a maioria desses itens. Isso sem falar nos sete airbags da Ranger, em contrapartida aos apenas dois de série da Frontier SE.


Contudo, nem tudo são problemas na vida dessa picape. Por fora, os poucos prejuízos no visual (como a ausência de estribos, luzes de led e capota marítima) são compensados pelos retrovisores e maçanetas cromados, além do design bastante moderno. A cabine é simples, mas não desagrada. O revestimento aposta em plástico rígido, porém, a peças são bem encaixadas e os comandos são intuitivos. O quadro de instrumentos tem tela colorida e fácil de usar, mas tem visual e funcionalidades pouco modernos.


Ao menos o desempenho continua o mesmo: o motor é um 2.3 biturbo movido a diesel, responsável por produzir 190 cv de potência máxima e bons 45,9 kgfm de torque. O câmbio é automático de sete velocidades e a tração é integral temporária. Depois de fazer certo esforço para vencer a imobilidade, a Frontier tem bom fôlego e as trocas de marchas são suaves.


O motor é equipado com um turbo que funciona em alta pressão e outro em baixa. Eles levam a picape aos 100 km/h em 10,1 segundos, conforme nossos testes. Outro benefício, segundo a Nissan, é a redução no consumo de combustível. Ainda assim, são números altos, típicos das picapes grandalhonas: 7,7 km/l na cidade e 10,3 km/l na estrada.

Apesar de ter perdido os ajustes elétricos do banco, o motorista encontra facilmente uma boa posição. Só seria mais confortável se a coluna de direção oferecesse ajuste de profundidade, há apenas de altura. Um ponto realmente negativo é a ausência de direção elétrica, a assistência hidráulica é pesada e dificulta a vida do motorista em manobras, embora entregue firmeza em altas velocidades.

Quem viaja atrás tem ótimo espaço, com conforto para até três adultos. Entretanto, o passageiro central traseiro sequer tem cinto de três pontos ou encosto de cabeça. A caçamba de 805 litros é menor do que a das rivais e não tem ganchos de fixação.

Para tentar compensar tantas ausências, a Nissan manteve alguns bons itens, como ar com saídas para o banco traseiro, chave presencial e controle de descida, além de uma tomada 12 V na caçamba e duas na cabine.

Vale a compra?

Não. Pelo mesmo preço (às vezes até por menos), algumas rivais oferecem melhor custo-benefício e não deixam a desejar no desempenho. Atualmente, é importada do México, mas sua produção deve ser transferida para a Argentina em 2018. Lá, ficará ao lado da Renault Alaskan e Mercedes Classe X, que compartilham sua plataforma. Quem sabe passe a compartilhar também os itens de série que faltam para se equiparar às líderes de mercado.

Ficha técnica

Motor: dianteiro, longitudinal, 4 cil. em linha, 2.3, 16V, comando duplo, biturbo, injeção direta de diesel

Potência: 190 cv a 3.750 rpm

Torque: 45,9 kgfm a 2.500 rpm

Câmbio: Automático de 7 marchas, tração integral temporária

Direção: Hidráulica

Suspensão: Indep. McPherson (diant.) e eixo rígido (tras.)

Freios: Discos ventilados (diant.) e tambores (tras.)

Pneus: 255/70 R16

Dimensões:
Comprimento: 5,25 m
Largura: 1,85 m
Altura: 1,85 m
Entre-eixos: 3,15 m

Tanque: 80 litros

Caçamba
805 litros (fabricante)

Peso: 1.985 kg

Central multimídia: 5 polegadas, não sensível ao toque

Garantia: 3 anos

Cesta de peças: R$ 5.495

Seguro: R$ 8.178

Revisões:
10 mil km: R$ 595
20 mil km: R$ 1.155
30 mil km: R$ 595


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