Como anda o Citroën C3 com o novo câmbio automático de 6 marchas

Não era apenas pelo desenho que o Citroën C3 feito no Brasil estava defasado na comparação com a versão vendida na Europa. Aqui, o carro ainda vinha equipado com câmbio automático de quatro marchas. Com a nova caixa de seis, feita pela japonesa Aisin, o hatch ficou mais confortável e passou a gastar menos combustível, mas ainda precisa evoluir em alguns aspectos pelo o que notamos guiando o carro no dia a dia.


É claro que com duas marchas a mais em um sistema de transmissão mais moderno e eficiente que o antiquado câmbio AL4, feito em parceria com a Renault, o Citroën C3 evoluiu na linha 2018, mantendo sua vocação mais voltada ao conforto. Avaliamos a versão topo de linha Exclusive, oferecida por sugeridos R$ 61.948, valor que dá direito a equipamentos como ar-condicionado digital, retrovisor interno eletrocrômico, sensores que acionam faróis e o limpador de para-brisa automaticamente, rodas de aro 16 e volante revestido de couro, entre outros itens.


Se houve ganhos de conforto e um pouco de economia de combustível, na questão do desempenho quase nada mudou. Ainda falta certo fôlego em baixas rotações ao motor 1.6 FlexStart, o primeiro do gênero a dispensar o tanque de partida a frio. Basta uma leve subida pelo caminho para ter que provocar uma redução de marcha, ou pisando mais forte no acelerador, ou optando pelo modo sequencial do câmbio e movendo a alavanca para trás. Pudera, são 16,1 kgfm a altos 4.750 rpm. Portanto, abaixo de 3.500 rpm, fica difícil encontrar alguma disposição para ultrapassagens.


O que agrada no C3 é a leveza da direção elétrica nas manobras, o bom isolamento acústico e o acerto da suspensão (que consegue aliar boa estabilidade com a capacidade de absorver as irregularidades do piso), ou seja questões ligadas ao conforto. O espaço no porta-malas também é elogiável considerando que estamos falando de um hatch compacto que pode levar até 300 litros de bagagem, o mesmo que o Hyundai HB20 e maior que Ford Fiesta ( 281 litros) e Peugeot 208 (285 litros).


Com a chegada (tardia) do câmbio de seis marchas, o Citroën C3 ganha um pouco mais de apelo no que tem de melhor, a questão do conforto. Mas isso não parece ser o suficiente para brigar com os fortes rivais que estão chegando no segmento de hatches compactos mais caprichados, como o Fiat Argo 1.3 e, no segundo semestre, a nova geração do VW Polo e o Ford Fiesta renovado. Também não anima o fato do novo C3 estar descartado para o Brasil e que vêm aí novos hatches da PSA (Peugeot- Citroën) feitos especialmente para a América Latina.

Ficha técnica

Preço: a partir de R$ 58.540 ( R$ 65.490 na versão Exclusive, como a avaliada)
Motor: 1.6, quatro cilindros, flex
Potência: 118 cv a 5.750 rpm
Torque: 16,1 kgfm a 4.750 rpm
Transmissão: Automático, seis marchas, tração dianteira
Suspensão:Independente (dianteira e traseira)
Freios: Discos ventilados na dianteira e tambores na traseira
Pneus: 195/55 R16
Dimensões: 3,94 m (comprimento) / 1,71 m (largura) / 1,52 m (altura), 2,46 m (entre-eixos)
Tanque : 55 litros
Porta-malas: 300 litros
Consumo: 9,6 km/l (cidade) /13 km/l (estrada) com gasolina
0 a 100 km/h: 12,8 segundos
Vel. Max: 190 km/h



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